Projetos
- Live Interfaces 2024
- ICLI - international conference on live interfaces 2022
- Live Interfaces Journal
- Materialidades dos Media e Estética
- Lisbon Sound Map
- Aural Experience, Territory and Community
- Ghost Dance: A methodology to analyse dance movement in interaction with virtual reality
- Sound at the Edge of Consciousness
- Live Interfaces: Human body, Natural Environment and Mediation
- Materialidades dos Media & Estética
Live Interfaces 2024
Live Interfaces vol. 2, ed. Adriana Sá (2024) Univ. Lusófona/ CICANT). ISSN 2975-9943
Welcome to the second edition, which features three media-rich contributions focused on sound art performance, interactive installation, and automated video editing. They reveal distinct interpretations of liveness and creativity, contrasting sharply with one another in terms of motivations, methods and modes of discussion. Yet, ultimately we can also extract an overarching theme: interfaces that transcend personal control.
This common ground invites the reader-viewer-listener to reflect on a series of fundamental questions. What defines liveness? How are flow and expression realised? Where do creativity and authorship reside? And what roles do interfaces play in these processes? These are ongoing, open questions, given the wealth of existing approaches and interpretations. Interrogations are Live Interfaces’ reason-to-be.
ICLI - international conference on live interfaces 2022
Live Interfaces vol. 1, ed. Adriana Sá (2023) Univ. Lusófona/ CICANT). ISSN 2975-9943
ICLI 2022 offered the opportunity to investigate how different understandings of performance technology might convey an approach or an alienation from the physical body and the environment. It exposed a variety of motivations and approaches to ‘liveness’, ‘timing’ and ‘flow’.
The debate on environmental impact and sustainability has been proliferating, and so do the social “off-grid” movements, as well as artistic practices that sonify and visualise physical phenomena that are not directly perceivable through human senses. This coexists with the dominant paradigm in our current societies, where all is supposed to be quantifiable, and the reality on a mobile phone screen is seemingly truer than direct experience. Nevertheless, software is necessarily biased: it mediates our action through code, and code embeds theories informed by specific purposes and criteria. The problem is, those theories are too often taken for granted. They remain concealed in a black box formed of multiple layers of code; the more science and technology succeed, the opaquer and obscure they become, and the more distant we become from computation as creative material. The more distant we might become from a humanistic way of thinking.
Previously, ICLI took place in Newcastle, UK (2012), Lisbon, PT (2014), Sussex, UK (2016), Porto, PT (2018) and Trondheim, NW (2020). In 2022, it assumed a different format. There were invited contributions, rather than submissions. The program proposed a set of research vectors, while questioning how to connect the physically and non-physically present participants in inventive, engaging ways. The experience generated material for further research, and motivated the emergence of a peer-reviewed, media-rich journal called Live Interfaces.
This project was awarded with the Seed Funding 2022 by ECATI.
Organization: https://liveinterfaces.ulusofona.pt/organization
Partnerships & Supports: https://liveinterfaces.ulusofona.pt/partnerships-supports
Live Interfaces Journal
Live Interfaces is an open access, peer-reviewed and media-rich journal that aims to reflect on how specific understandings of ‘liveness’, ‘immediacy’, ‘timing’ and ‘flow’ manifest in performance with creative media, be they physical, electronic, digital or hybrid. It seeks to expose and discuss how different technologies and creative processes might convey original approaches to and/ or alienation from the physical body and the natural environment.
Live Interfaces will show how artistic practices can inform and inspire us in our ever-evolving environment, challenging, subverting, and providing insights into technologies that otherwise remain too unquestionably integral to much human communication and expression. This online journal aims to serve a platform for eminently live work and dialogue.
Not coincidentally, its name recalls the International Conference on Live Interfaces (ICLI); that is because it stems from a desire to expand the research developed by a growing community, which addresses these issues in a wealth of different ways. So far, ICLI took place in Newcastle, UK (ICLI 2012), Lisbon, Portugal (ICLI 2014), Sussex, UK (ICLI 2016), Porto, Portugal (ICLI 2018), Trondheim, Norway (ICLI 2020) and Lisbon, again (ICLI 2022). The chairs and co-chairs of these conferences are also members of the journal board.
The creation of this journal also contributed to FilmEU_RIT – Research, Innovation and Transformation , a project that aimed to strengthen research and innovation within the FilmEU Alliance by supporting artistic research, collaborative practices, and institutional transformation. That project was funded by the European Union’s Horizon 2020 Research and Innovation Programme (Grant Agreement No. 101035820).
Team & partnerships: https://liveinterfacesjournal.ulusofona.pt/organization/
Materialidades dos Media e Estética
Projeto Seed Funding / ILIND
Investigador Principal: João Marques Carrilho
Equipa: Teresa Maia e Carmo, José Gomes Pinto, Inês Marques, Luís Cláudio Ribeiro, Joana Bicacro, Manuel Bogalheiro
Consultores externos: Domingo Hernandez Sanchez, Johan Siebers
Estudantes de doutoramento: Diogo Vasconcelos, Magda Correia
As materialidades da comunicação são, nas palavras de Friedrich Kittler, talvez o maior enigma moderno. Investigar as materialidades dos media e a sua relação com a estética apresenta-se como proposta inequivocamente prioritária para uma escola como a ECATI, que lidera em Portugal a intersecção entre comunicação, artes e tecnologias. Trata-se de fazer um mapeamento das materialidades dos media e do seu impacto sobre a perceção, especialmente naquilo que diz respeito ao gosto e ao seu juízo, ou seja, ao plano estético. O projeto parte do que consideramos ser o acontecimento fundamental do nosso tempo, nomeadamente a expansão quase ilimitada da técnica a todos os domínios da vida e da experiência. De facto, o lugar entre a natureza e o domínio humano foi ficando cada vez mais preenchido pelos avanços da técnica e por uma tecnologia que a todo o momento reconfigura o seu discurso sobretudo nas novidades e nas diferenciações energéticas. Este lugar é então um lugar em constante transformação, móvel, afastando cada vez mais o humano de uma situação natural. Hoje, a quase totalidade do conhecimento que temos sobre a natureza só pode ser entendido a partir de um ponto de vista técnico, pois é este ponto de vista que codifica e descodifica as proposições naturais e a percepção.
Ultrapassando a linguagem e o próprio discurso, o objeto técnico conheceu uma evolução sem precedentes: de objeto mecânico para a sua materialidade comunicativa e operativa, de instrumento a máquina e finalmente ao dispositivo enquanto sistema geral - incluindo a passagem do analógico ao digital, que aperfeiçoou exponencialmente as capacidades de armazenamento, processamento e transmissão da informação. Neste sentido, pode afirmar-se que a crítica da razão se pode transformar, hoje, numa crítica dos media. Há impulso totalizante no seio da própria tecnologia digital: não se limita à reprodução ou reciclagem infinita daquilo que é reproduzido, mas engloba também uma abrangente interdependência social. Se na primeira revolução industrial se visavam sobretudo os meios de produção e o valor de uso, na segunda produz-se tanto o produtor como todo o seu contexto social. A passagem de um a outro será um dos elementos que este projeto procura dar conta: tudo é hoje uma estrutura medial e a sua materialidade importa, como bem demonstrou Luhmann e Kittler com ele. O projeto centra-se então na dimensão estética do impacto dos media, que juntamente com a dimensão ética constituem os dois grandes pilares para entender a experiência contemporânea. De imediato, reconhece-se que o objeto artístico partilha com o objeto técnico o facto de ser uma unidade integrada de sentido, uma unidade que não concerne simplesmente a sua perceção direta, mas que envolve a totalidade do mundo da experiência, jogando livremente com as fronteiras e regras que o delimitam. Mas não só o objeto de arte nos preocupa, preocupa-nos também o poder determinar como a mediação implica sempre um impacto perceptivo, tenha ou não um impacto no objeto tido como ‘obra de arte’. A par de uma crítica da medialidade, corre sempre uma aproximação estética, lato sensu.
Mas, se algo define o nosso tempo, é precisamente a dificuldade de o definir. A aparente crise da modernidade em relação às suas aporias internas expressa-se visivelmente na incapacidade das grandes categorias para apreender, atualmente, a experiência historicamente constituída. Esta situação estende-se também à dimensão estética, com a ruína de todos critérios que nortearam a criação em arte no passado, e de onde um único princípio parece emergir: a abertura total das possibilidades. Sob o imperativo do novo e a ideologia da abertura total, o facto é que a atual revolução tecnológica tende para a paralisia total, no sentido em que canaliza qualquer estrutura de pensamento e ação livre para as estruturas que a própria materialidade da tecnologia dos media auto-desenha. A dificuldade em assumir uma posição artística e científica, ou seja, compreensiva, prende-se sobretudo pela invisibilidade das estruturas desta revolução. No entanto, os seus substratos materiais são contraditórios e a consequência consiste no facto da crescente automatização de todos os domínios da experiência abranger também os da produção: um ritornello que nos propomos dar conta desde um ponto de vista teórico. Se os paradigmas tecnológicos que os artistas disseminaram ao longo das últimas décadas somente os levaram mais ao fundo das estruturas do poder, é hoje essencial pensar não apenas na determinação dos produtos artísticos, mas também na forma das próprias modalidades de produção.
Para abordar estas questões, o projeto encara a história não como ‘resultado’, mas como um complexo de problemas, a debater num colóquio internacional a realizar para o efeito e a aprofundar com a edição de um livro onde se procura dar conta dos problemas levantados desde o ponto de vista da música, literatura, poesia, teatro ou performatividade, as suas ramificações com a técnica. Estamos convictos de que não pode haver novas formas de arte sem uma nova compreensão do mundo, e que, como dizia Agamben, “a arte de viver é a capacidade de mantermos uma relação harmoniosa com o que nos escapa”. O projeto pretende ser um mapa da relação entre o ato criativo e os meios que o possibilitam; ora não há ato criativo sem pensamento, como bem defendeu o físico David Bohm. Só na abertura do reportório − e por isso da necessidade do seu elencar, a saber, o objeto deste projeto de investigação− é que podemos agir criativamente. Pensar é criar ao fazer e, é dando conta dos meios que possibilitam a criatividade que podemos também pensar e criar ao mesmo tempo. Partimos das seguintes premissas de Bohm, que muito contribuíram no campo das ciências biológica para o avanço no conhecimento da forma como o ser humano age, pensa, se comporta, porque os três não são o mesmo, mas surgem no mesmo local, na estrutura perceptiva do humano, na estética, na orientação incorporada do pensar e agir, num comportamento determinado. Diz assim David Bohm: «Mas, afinal de contas, durante milhares de anos as pessoas foram levadas a acreditar que tudo pode ser obtido se apenas se tiver as técnicas e métodos corretos. Que o que é preciso é ter consciência da facilidade com que a mente desliza confortavelmente em redor a este antigo padrão. Há coisas que podem ser conseguidas através de técnicas e fórmulas, mas a originalidade e a criatividade não estão entre elas. O ato de ver isto profundamente (e não e não apenas verbal ou intelectualmente) é também o ato em que a originalidade e a criatividade podem nascer».
Lisbon Sound Map
FCT: PTDC/CCI-CIN/120971/2010
Investigador Principal: Luís Cláudio Ribeiro
Aural Experience, Territory and Community
FCT: PTDC/COM-CSS/29096/2017
Investigador Principal: Luís Cláudio Ribeiro
Ghost Dance: A methodology to analyse dance movement in interaction with virtual reality
FCT: EXPL/ART-PERF/1238/2021
Investigador Principal: Rui Antunes
Sound at the Edge of Consciousness
FCT: CEECIND/02302/2017
Investigador Principal: João Marques Carrilho
Live Interfaces: Human body, Natural Environment and Mediation
ILIND/Lusófona
Investigador Principal: Adriana Sá
Materialidades dos Media & Estética
ILIND/Lusófona
Investigador Principal: João Marques Carrilho